sábado, 9 de maio de 2009

Elizabeth Dantas Cavalcante


  • No dia 02 de julho de 1907, na cidade de Goiana/PE, nasceu a veneranda Elizabeth Ribeiro de Lima, aquela que mais tarde ficaria conhecidada como Dona Niná ou Niná, filha do casal Antonio José de Lima e Maria Martinha Ribeiro de Lima.
  • Fez seus primeiros estudos em escola pública municipal, não os concluindo por falta de recursosfinanceiros de seus pais. De origem católica, aos nove anos de idade ingressou na Escola Dominical da Igreja Batista, permanecendo por nove anos.
  • Em 06 de fevereiro de 1926, aos 18 anos, casa-se com o Sr. Laudelino Veloso Soares, fixando residência no Recife/PE, no bairro de Casa Forte. Dessa união conjugal, nasceram três filhos, dos quais dois desencarnaram em tenra idade, ficando apenas o primogênito que se chamava Dirceu José Veloso Soares.
  • No ano de 1933, D.Niná, foi vítima de uma obsessão e tratada no Núcleo Espírita Mensageiros do Bem, onde desabrochou sua mediunidade, e desde então, tornou-se espírita.
  • No ano de 1937, sob orientação espiritual de Jurupitan e com o apoio de seu esposo e amigos, fundou o Núcleo Espírita Investigadores da Luz - NEIL.
  • Em 1941, desencarna seu esposo Laudelino.
  • D. Niná contraiu segundas núpcias com o confrade José Dantas Cavalcante, tendo recebido no segundo casamento uma filha, Ana Claudia Dantas Cavalcante.
  • No ano de 1946, desencarna, aos 19 anos de idade o seu filho Dirceu.
  • Em 1948, na cidade do Rio de Janeiro, realizou-se o Iº Congresso Espírita de Mocidades Espíritas do Brasil, e a nossa Niná, participa da direção de uma delegação de 11 (onze) jovens representantes de diversas instituições espíritas da nossa capital - Recife.
  • Continuando sua carreira de servir ao Cristo, em 1953 aceitou fazer parte da Comissão Estadual do Espiritismo onde ocupou por vários anos o cargo de Diretora do Departamento Feminino.
  • Inspirada pelo Alto criou a Semana da Mulher Espírita Recifense, em 1967, atualmente Semana daMulher Espírita Pernambucana, com a finalidade de confraternizar, instruir e estimular a mulher espíritapara que possa, em obediência ao "Ide e Pregai", levar bem alto a doutrina consoladora, semcomprometer seus postulados redentores, constituindo-se numa grande promoção para o Espiritismo.
  • Em 1970 criou o "Domingo da Fraternidade", que congrega os irmãos de ideal e cuja finalidade écooperar em prol das instituições carentes.
  • Outro trabalho desenvolvido por Niná foi o de "Amigos do Evangelho", realizado aos sábados à noite em sua residência. Através dos espíritos José dos Santos, Jutaí, Najá, Alberine, entre outros, chegavam mensagens de consolação, despertando em cada alma e coração o desejo de servir ao próximo por amor à doutrina.
  • Em 24 de outubro de 1980, reconhecendo os relevantes serviços prestados à comunidade recifense, o Poder Legislativo do Município de Recife concede a D.Niná o título de "Cidadã do Recife".
  • No ano de 1983, retorna à Espiritualidade o seu esposo José Dantas Cavalcante. Como passatempo favorito preferia escrever, e cooperou para alguns órgãos da imprensa escrita espírita e não-espírita, como sejam: Pernambuco Espírita, Revista Raios de Luz, Mensário Espírita, Anuário Espírita, Voz da União e O Dezoito de Abril. Editou dois livros intitulados "Memórias de Jurupitan" e "Dez Anos de Labor Evangélico".
  • Com seu verbo inconfundível foi também grande conferencista.
  • No campo doutrinário era médium inconsciente, disciplinada e cumpridora de seus deveres, possuindo as faculdades psicofônica, psicográfica, auditiva e de vidência.
  • O NEIL foi sua grande oficina de trabalho em prol dos necessitados. Depois de grave enfermidade, regressou à Espiritualidade no dia 29 de janeiro de 1999, com 91 anos, a veneranda confreira Elizabeth Dantas Cavalcante, "D. Niná", operosa trabalhadora do espiritismo, autêntica missionária.
  • Atualmente, a Sala de reuniões da Comissão Estadual do Espiritismo passou a denominar-se SALA ELIZABETH DANTAS CAVALCANTE em homenagem à querida irmã que foi um marco na história do Movimento Espírita Pernambucano.

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